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Imunidade baixa: entenda como fortalecer o sistema imunológico

Imunidade baixa? Veja os principais sintomas, causas e dicas eficazes para fortalecer seu sistema imunológico de forma natural e segura. Entenda como sua rotina, alimentação e saúde emocional influenciam diretamente suas defesas e o que fazer para recuperá-las.

Por Redação Sara
13/01/2026 Atualizado há 2 dias
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Imunidade baixa: entenda como fortalecer o sistema imunológico

Você vive gripado, sente cansaço constante ou demora para se recuperar de infecções? Esses podem ser sinais de imunidade baixa. O enfraquecimento do sistema imunológico deixa o corpo mais vulnerável a doenças e infecções. E é importante atenção para não agravar o quadro. 

Neste artigo, você vai entender como identificar essa condição, quais são as suas principais causas e o que fazer para fortalecer as defesas naturais do organismo.

O que é imunidade baixa?

A imunidade é o conjunto de mecanismos de defesa do corpo contra vírus, bactérias, fungos e outros invasores. Quando está baixa, o organismo tem dificuldade de reagir a ameaças externas, facilitando o surgimento de doenças.

Isso acontece, porque há redução na atividade ou na quantidade de células de defesa, como linfócitos, neutrófilos e anticorpos, ou porque fatores externos e internos estão sobrecarregando o sistema.

O que devo fazer quando minha imunidade está baixa?

Quando o sistema imunológico está fraco, a prioridade é minimizar os fatores que geram estresse para o organismo e reforçar hábitos que sustentam a resposta imune. A seguir entenda como aumentar a imunidade rapidamente:

Priorizar sono reparador

Dormir entre 7 e 9 horas regula a produção de citocinas, proteínas fundamentais para a defesa imunológica. O cansaço e imunidade baixa estão diretamente ligados. 

Ajustar a alimentação

Os alimentos para fortalecer a imunidade incluem frutas, verduras, proteínas magras e grãos integrais. Esses grupos fornecem vitaminas para o organismo, além de minerais e antioxidantes essenciais para o sistema imunológico.

Hidratação adequada

O sangue transporta células de defesa e anticorpos. Enquanto a hidratação mantém esse transporte eficiente e auxilia a integridade das mucosas, primeira barreira contra microrganismos.

Atividade física regular

Exercícios moderados aumentam a circulação de células NK e linfócitos. As sessões curtas e consistentes têm efeito melhor que treinos intensos esporádicos.

Reduzir estresse

O cortisol elevado reduz a eficiência das células imunes. Técnicas como respiração diafragmática, caminhadas, mindfulness e pausas estruturadas durante o dia apresentam impacto positivo.

Evitar hábitos que prejudicam a defesa

Álcool em excesso, tabagismo, dietas restritivas sem indicação, privação de sono e uso desnecessário de antibióticos. Todos esses fatores reduzem a eficácia dos linfócitos e alteram a microbiota intestinal, componente importante da imunidade.

Como descobrir que estou com a imunidade baixa?

A imunidade não “cai” de um dia para o outro, mas alguns sinais funcionam como alertas de que o sistema imune está sobrecarregado. A identificação combina sintomas clínicos, histórico recente e, quando necessário, exames simples.

Quais são os sintomas de imunidade baixa?

Entenda quais os sinais que indicam que algo não está certo no organismo.

Infecções que acontecem com mais frequência

Um dos sinais mais consistentes é a repetição de quadros infecciosos. Mesmo os quadros leves, sugerem resposta imune reduzida.

Por exemplo, resfriados que voltam em intervalos curtos, sinusite ou amigdalite recorrente, infecções urinárias repetidas e gripes que evoluem mais lento do que o habitual.

Cicatrização lenta

A cicatrização depende da ação de macrófagos, fibroblastos e linfócitos. Quando cortes simples demoram a fechar, há indício de desequilíbrio inflamatório e imunológico. 

Fadiga persistente

A inflamação crônica de baixo grau aumenta a demanda energética e reduz a eficiência imunológica. O resultado é um cansaço que não melhora com descanso. Não é diagnóstico isolado, mas se combina com outros sinais.

Problemas gastrointestinais repetidos

Alterações como diarreia recorrente, gases excessivos, distensão abdominal ou intolerâncias súbitas podem indicar desequilíbrio da microbiota, que influencia diretamente a imunidade.

Alterações na pele e nos cabelos

Secura, irritações recorrentes e queda acentuada dos fios podem indicar carência de micronutrientes essenciais para a função imune, como ferro, zinco e vitaminas do complexo B.

Qual exame detecta imunidade baixa?

Não existe um único exame para saber se a imunidade está baixa. O que se faz na prática é investigar marcadores que revelam disfunções do sistema imunológico, desde alterações no número de células de defesa até deficiências nutricionais que prejudicam a resposta imune.

Hemograma completo

O hemograma ajuda a detectar infecções ocultas, carências nutricionais, efeitos de medicamentos e distúrbios hematológicos, causas frequentes de queda imunológica. Esse é o exame inicial mais importante. Ele mostra:

  • Leucócitos totais: valores muito baixos (leucopenia) podem indicar menor capacidade de defesa.
  • Neutrófilos: essenciais no combate a bactérias; a neutropenia aumenta o risco de infecção.
  • Linfócitos: números reduzidos dificultam respostas virais e adaptação imunológica.

Dosagem de vitamina D

A vitamina D atua como moduladora da imunidade. Níveis baixos estão associados a infecções respiratórias recorrentes. 

Ferro sérico e ferritina

A deficiência de ferro compromete a produção de glóbulos brancos e a função das células T. Ferritina baixa é um marcador clássico de risco imunológico.

Zinco sérico

O zinco participa da maturação de linfócitos e da resposta antiviral. Valores reduzidos se relacionam a infecções repetidas.

Proteína C-reativa (PCR)

Uma PCR persistentemente elevada sugere sobrecarga do sistema imune e inflamação de baixo grau, comum em doenças crônicas.

Imunoglobulinas (IgA, IgG, IgM)

São úteis quando há infecções frequentes e inexplicadas.Níveis baixos podem apontar imunodeficiências primárias ou secundárias. É um exame solicitado por médicos quando há forte suspeita, não como rotina.

TSH e T4 livre

Disfunções tireoidianas interferem no metabolismo e na resposta imune. Hipo e hipertireoidismo alteram a produção de células de defesa.

Glicemia e hemoglobina glicada

A glicose elevada reduz a eficiência dos neutrófilos e facilita infecções, motivo pelo qual pessoas com diabetes descompensado têm infecções mais frequentes.

O que causa imunidade baixa?

A imunodeficiência acontece quando o sistema de defesa perde parte da sua capacidade de responder a infecções. Esse enfraquecimento não tem uma origem única. Ele surge da combinação de condições de saúde, influências genéticas, mudanças naturais do corpo e hábitos do dia a dia.

Algumas doenças interferem diretamente na atuação das células de defesa. Problemas autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide, fazem o próprio sistema imunológico atacar tecidos saudáveis, consumindo energia e recursos que deveriam ser usados para combater invasores. 

Infecções virais e bacterianas também podem desgastar as defesas, principalmente aquelas que atingem o sistema imune com mais intensidade, como HIV e mononucleose. Certos tipos de câncer, como leucemias e linfomas, prejudicam a produção e o funcionamento de glóbulos brancos, afetando toda a resposta protetora do organismo.

A genética também tem um papel importante. Algumas pessoas nascem com condições que já comprometem a imunidade, como imunodeficiências primárias, alergias e hipersensibilidades. São alterações determinadas pelo DNA que modificam a forma como o corpo reconhece e reage a ameaças.

Com o passar dos anos, o sistema imune passa por transformações naturais. Os recém-nascidos, por exemplo, ainda não possuem defesas maduras e dependem de vacinas e da exposição gradual a microrganismos para desenvolver a imunidade adaptativa. 

Já na vida adulta, mudanças hormonais, como gravidez, menopausa e andropausa, influenciam a resposta imune. O envelhecimento também reduz a eficiência das células de defesa, fenômeno conhecido como imunossenescência.

Além desses fatores, o estilo de vida tem impacto direto na força da imunidade. Hábitos como fumar, consumir álcool em excesso, dormir pouco, lidar com estresse contínuo, não praticar atividade física e manter uma alimentação pobre em nutrientes enfraquecem o sistema de forma progressiva. 

O uso inadequado de medicamentos e esquemas vacinais incompletos também deixam o corpo mais vulnerável.

Como fortalecer o sistema imunológico?

Fortalecer o sistema imunológico significa criar condições para que o corpo funcione em equilíbrio todos os dias, não só quando surgem sintomas. O ponto central desse processo é o intestino, onde fica grande parte das células de defesa. 

Tenha uma alimentação adequada

Quando a alimentação é rica em fibras, frutas, verduras e alimentos fermentados, a microbiota intestinal se mantém diversificada, e isso melhora a comunicação entre o intestino e o sistema imune.

Faça atividades físicas regulares

O metabolismo também precisa estar ajustado. Açúcar elevado, inflamação silenciosa e ganho de peso comprometem a atuação das células de defesa. A atividade física regular ajuda a controlar esses fatores e cria um ambiente interno mais favorável para linfócitos e macrófagos.

Combata o estresse

A forma como lidamos com o estresse interfere tanto quanto a alimentação. Quando o cérebro permanece em alerta constante, o corpo libera cortisol em excesso, e esse hormônio reduz a eficiência da resposta imune. Técnicas simples, como respiração profunda, caminhadas e organização da rotina, reduzem essa pressão fisiológica.

Mantenha a hidratação

As barreiras naturais do corpo também dependem de hidratação adequada. Mucosas bem hidratadas funcionam como um filtro mais eficiente contra vírus e bactérias, especialmente nas vias respiratórias.

Quando procurar um médico?

Se você tem infecções recorrentes, febres sem causa aparente ou sintomas persistentes, procure um clínico geral ou imunologista. Exames laboratoriais podem avaliar o funcionamento do sistema imunológico e detectar deficiências.

Conclusão

A imunodeficiência é um alerta do corpo de que algo não está funcionando bem. Identificar os sinais precocemente e adotar hábitos saudáveis é essencial para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida.

Lembre-se: manter um estilo de vida equilibrado é a melhor maneira para fortalecer as defesas do corpo. Dependendo do quadro, o médico pode indicar remédio para imunidade baixa, que em sua maioria são suplementos. 

Para ter informações de qualidade e confiáveis sobre medicamentos não deixe de acessar a nossa página de bulas digitais e continue acompanhando os nossos artigos no portal de notícias. 

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